quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pausa para uma nova etapa

A partir desta quinta-feira (15), iniciarei uma nova etapa na minha carreira profissional. Estarei na EBC, empresa responsável pela TV Pública,tanto falada no Governo Lula, a TV Brasil, o canal 2 para os brasilienses sintonizados no VHF, a Rádio Nacional e a Agência Brasil.

Mas este tópico não é para falar disto, afinal, a minha história lá ficará para um texto futuro. Estas palavras são para retratar o meu primeiro ano com trabalhos na área de jornalismo.

Tudo começou quando deixei a escola de idiomas Wizard em março de 2009, empresa que trabalhei por mais de três anos. Lá aprendi muito de comunicação e interação pessoal. Durante o período fiz cursos de inglês e espanhol. Não estou fazendo propaganda, mas os cursos desta escola são ótimos.

Meu objetivo ao sair da “escola de bruxos” era começar a trabalhar na área de jornalismo. Naquela época estava no meu terceiro semestre do curso de Comunicação para a área no IESB.

Sempre fui muito apaixonado por esportes e nunca escondi minha paixão por futebol, principalmente pelo “Todo Poderoso” Corinthians. Uma oportunidade na área de esportes era o que eu queria naquele momento.

Foi quando conheci o pessoal do “Clube do Esporte DF”, uma equipe disposta a mudar a cobertura de esportes em Brasília com uma proposta inovadora. Fábio Grando, Felipe Linhares e Rener Lopes eram os cabeças da equipe que além do site com atualização diária, ainda comandavam a Rádio Esportes Brasília.


O Objetivo daquilo tudo era cobrir tudo de esporte que estava acontecendo na capital Federal. Durante os seis meses que fiquei por lá, realizei vários sonhos que tive desde criança. Fazer a cobertura dos treinos e jogos das equipes que disputavam os campeonatos de futebol em Brasília, reportagem dos jogos dentro de campo e muito mais.

Tive a oportunidade de fazer dois campeonatos na época. O primeiro Campeonato Brasileiro da Série D e a segunda divisão do Campeonato Brasiliense, ambos ainda em 2009. Gostei muito de cobrir a segundona local, principalmente por ver os botafoguenses apoiarem o seu novo time do DF. A final contra o Ceilandense foi emocionante. O “Foguinho”era campeão até os 47 do segundo tempo, mas levou mais um gol e a maioria botafoguense no estádio que já soltava o grito de “é campeão”, se calou.

Mas foi a campanha do Brasília na série D que mais me cativou. O colorado conseguiu uma classificação heróica na primeira fase, mas sucumbiu diante da força mineira na segunda fase. Sou Guaraense de criação, mas posso dizer que depois de acompanhar de perto o Brasília, sou colorado aqui no Planalto Central.

Eu já me considerava um jornalista esportivo, mas queria conhecer novos horizontes. Foi quando entrei para a Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC/MinC). Ali passei a escrever mais e de uma forma mais restrita. Tínhamos que seguir um estilo de assessoria. Nisto o meu colega Zonda me ajudou bastante. Aprendi muito com este excelente jornalista que é conhecido e respeitado por muitos na área cultural e de mídias livres.

Mas o que mais me marcou na SCC foi a Teia Brasil 2010 (maior encontro de diversidade cultural do país), em Fortaleza-CE. O evento era o que mais preocupava a todos no trabalho, pois grande parte da organização era realizada pela equipe da SCC. Os meus primeiros meses lá foram produzindo notícias para a Teia Brasil e outras Teias que aconteciam por outros estados no país.

Muita agitação, correria, estresse e nada de folga. Era assim que as pessoas ligadas a organização do evento estavam. Eu estava encarregado de participar da comunicação colaborativa do evento e ganhei uma grande responsabilidade com isso. Coordenar a equipe responsável pelo texto. Era um trabalho de editor. Pautar cada um e depois ajudar na publicação dos textos, além de ter que fazer minhas próprias matérias também.

É ai que entra um grande parceiro. Meu amigo Italo Rios que trabalhava comigo na SCC como designer. Nós estávamos dividindo o quarto em Fortaleza e acabei levando ele comigo para as matérias. Além de um grande designer, ele é um excelente fotógrafo. De todas as fotos que vi do evento, as deles foram as que mais traziam o sentimento do que tudo aquilo representava. Sorte minha que estava com ele como meu “fotógrafo particular”.

Aquela experiência valeu demais para minha carreira. Posso dizer que amadureci alguns anos levando toda aquela responsabilidade. Aproximei-me muito de todos e posso dizer que ali formamos uma família. Os meses seguintes foram tranquilos e muito proveitosos. A saída do Zonda me fez assumir mais responsabilidades. Meus amigos Carlos Costa e Isabelle Albuquerque foram incríveis nesta etapa.

Ainda tive neste último semestre várias publicações em destaque no jornal online do IESB. No impresso eu fui responsável pela diagramação e por uma matéria com destaque e chamada de capa que pouco tempo depois serviu como pauta para matéria de destaque principal de domingo do Correio Braziliense.

Este é um resumo do que foi este meu primeiro ano como jornalista. Hoje tenho mais do que certeza de que escolhi a profissão correta. Vamos para a Rota EBC.

Um abraço especial para todos os amigos citados no texto acima.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Parece que foi ontem, parece que chovia


O dia era quatro de dezembro, o ano 2005, 6h da manhã. A ansiedade de estar em um jogo que podia valer mais um título para o timão era grande. Apesar de ser brasiliense, tive o privilégio de estar na final da Copa do Brasil de 2002 no Serejão contra o Brasiliense. Ali foi um verdadeiro batizado. Minha camisa preta do Corinthians tem as marcas de queimado das faíscas dos sinalizadores até hoje.

Depois de sair de casa, passei na casa do meu amigo Thiago, fiel corinthiano que está quase sempre presente comigo nos jogos do timão. O destino era Taguatinga. Dalí sairia cerca de dez ônibus cheios de fanáticos pelo time do povo. O jogo começaria às 16h, parecia estranho sair tão cedo (9h) de Brasília para uma viagem de menos de 3h. Mas com o Corinthians é tudo mais difícil. Devido a fiscalização, pessoas sem RG, menores de idade e outros problemas, a viagem para Goiânia, parecia que era para o Rio, vamos invadir o Maracanã novamente?

Muita batucada e festa durante toda a viagem. O ônibus respirava e cantava Corinthians. A chegada ao local do jogo foi tumultuada. Faltando apenas dez minutos para o início do jogo, o bus estacionou ao lado do estádio. Ingressos devidamente na mão, hora de enfrentar mais 15 minutos de fila. Lá atrás na fila, escuta-se uma voz, em meio aos gritos de CORINTHIANS, CORINTHIANS:

- Vamos rapaziada, o jogo vai começar. É Corinthians mêu!

Ao passar pelas catracas com o Thiago, hora de achar um lugar para ver o jogo:

- Bora Thiago.

- Não começou ainda, o gramado está cheio de gente.

Com as arquibancadas completamente lotadas, os fiéis torcedores se apertavam para arrumar um espaço para ver o jogo. Vendo rapidamente, parecia que as torcidas estavam divididas meio a meio, mas dava para perceber que a torcida do timão se espremia na sua parte do estádio, enquanto do lado verde do Goiás havia alguns espaços vazios.

Com atraso do início do jogo, vem uma notícia de um torcedor ao lado:

- Gol do Coritiba!

Festa geral no estádio. O Internacional precisava de uma goleada contra o Coritiba para tirar o título do Corinthians. O gol relâmpago antes do jogo do timão começar foi um alívio. Ali percebi que era só esperar os 90 minutos.

O que aconteceu todos sabem. Os “galácticos” comandados por Carlitos Tevez deram um show e apesar de não vencer, o timão fez a alegria do povão.

- Corinthians minha vida, Corinthians minha história, Corinthians meu amor.

Era o que gritavam os mais de 20 mil fiéis no Serra Dourada.

Novo Bandeirão

Pela última vez na história, os Gaviões da Fiel levantaram o seu lendário bandeirão que era na época o maior do mundo. Visivelmente desgastada, a bandeira estava cheia de remendos. Nada melhor que um título brasileiro como despedida. Tocá-la pela última vez foi um sonho.

Mas a história do bandeirão histórico não acabou ali. O adereço foi cortado em vários pedaços e vendido para vários torcedores como lembrança. O dinheiro arrecado foi destinado para criação de uma nova bandeira. Esta com 15 mil metros quadrados (250m x 60m), mostra por meio dos escudos corinthianos e também dos Gaviões, a história centenária do Poderoso Timão.

Por que estou escrevendo isto? O novo (bandeirão 5) será inaugurado domingo contra o Palmeiras no Pacaembu. Eu serei mais um louco do bando que estará subindo pela primeira vez a maior de todas as bandeiras do mundo.

É a história do Corinthians e de seu povo que nos faz ser diferentes dos outros...

... Teu passado é uma bandeira, teu presente é uma lição.

Gaviões da Fiel levanta metade do novo Bandeirão 5

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O futuro da internet

O texto a seguir de José Paulo Cavalcanti de "O Estado de São Paulo" é uma ótima reflexão dos tempos de hoje e sobre o que supostamente vamos fazer com a internet. Ela foi criada com objetivo governamental e hoje está mudando o jeito das pessoas se comunicarem e até de se relacionarem. Confira o texto na integra.

O símbolo do herói moderno, para o filósofo italiano Umberto Galimberti (Il Gioco Delle Opinioni - O Jogo das Opiniões), deveria ser Ulisses, rei de Ítaca, por ter inventado o cavalo de Troia, em cujo ventre se esconderam soldados que à noite abriram as portas da cidade. Porque seria Ulisses portador dos valores básicos que se exigiria de uma sociedade moderna, mentira e astúcia. Retraduzindo essas palavras, para dar-lhes mínimos de dignidade, astúcia passa a ser a "capacidade de encontrar o ponto de equilíbrio entre forças contrárias". Enquanto mentir significa "habitar a distância que separa aparência e realidade"; e, também, "escapar da ingenuidade dos que acreditam que as coisas são, sempre, o que aparentam ser". Com Ulisses, inaugura-se a dupla consciência da realidade e sua máscara. É também o que se passa com a internet, na oposição aparentemente inconciliável entre o hoje e o amanhã. Posto que soluções dadas, atendendo ao que parece indispensável ou razoável no presente, serão capazes de comprometer irreversivelmente o futuro; enquanto a só espera plácida por esse futuro, hoje implausível, pode ser suficiente para degradar o presente a ponto de torná-lo intolerável.

O cenário desse aparente drama é que nos estamos convertendo em uma civilização impressentidamente nova, provavelmente nem pior nem melhor do que as anteriores. Apenas diferente. E talvez ainda não sejamos capazes de compreender, em toda a sua extensão, o "mito da idade da informação". São outros os valores, outros os padrões de organização social, outros os processos de transmissão de conhecimento, alterando as bases tradicionais da economia, da religião, da história, da própria cultura. E a questão já nem é saber se as novas tecnologias da informação vão alterar nossa maneira de viver, mas como o farão. Esse desenvolvimento extraordinário se processa em duas dimensões principais. Uma técnica, que corresponde à melhoria crescente na quantidade, na qualidade e na velocidade de transmissão da informação; outra cultural, interferindo em nossos padrões de convivência, produzindo o que François Brune (A Comunicação Social Vítima dos Negociantes) chama de "mercantilização do imaginário". Nossas cidades, não por acaso, são povoadas por cinderelas suburbanas que sonham, secretamente, com o fausto implausível de uma outra vida que nunca terão. Suspirando escondidas em seus quartos humildes, à espera do príncipe encantado em que se converte diariamente o galã da novela das 8, nas televisões; ou amigos, alguns próximos outros inatingíveis, nos orkuts da vida. Condenadas a viver vidas paralelas, como se a miséria de suas existências exigisse o contraponto desse eldorado a que se chega apenas girando um botão. Ou tocando algumas teclas.

Para o filósofo espanhol Ferrater Mora (Dicionário de Filosofia), "o paradoxo fascina porque propõe algo que parece assombroso seja como se diz que é". E o paradoxo, para a internet, é a pretensão de que deva ser, necessariamente, a única atividade livre de controles democráticos. Porque relações em comunidade são, sempre, construídas a partir de controles sociais. Temos interferências em todos os setores. No tráfego, só podemos dirigir com carteira de habilitação, o carro deve ser emplacado, o cinto de segurança é obrigatório, o sinal vermelho deve ser respeitado, temos contramão, estacionamento proibido, velocidade máxima permitida, e nunca ninguém pensou que esses limites possam violar a liberdade de locomoção, sagrada na Constituição como direito individual e cláusula pétrea. Sendo natural que algum tipo de controle social, democrático, se opere também em relação à internet. Um controle que decorrerá de sua inevitável regulamentação. A internet vai ser regulada quando estiver pronta para ser regulada. Vai mudar, precisamente, para poder ser regulada. Em outras palavras, vai poder ser regulada porque vai mudar. No futuro, claro, quando estivermos todos mortos, talvez. Provavelmente, deixando de ser a internet como a conhecemos hoje, para ser algo parecido. Mantendo só o nome. Ou nem isso.

Apenas para constar seja aqui dito que, no coração das pessoas, pouco a pouco foi-se dando a tragédia. Acabamos confiando nas máquinas cegamente. Primeiro no computador, claro. Depois na internet. Perdemos a razão crítica. Nos desacostumamos a questionar. Duvidar, para gente demais, acaba sendo heresia. Se Deus é onisciência, o novo deus da gurizada existe mesmo, e seu nome é Google (por enquanto). Segundo uma lenda moderna, máquinas não erram. Problema é que erram, por erro do programador ou por conta própria. Estamos desaprendendo a beleza de errar por nossos próprios erros. Tempos faz pesquisei onde estava a mesa, nos velhos romances; e era, sempre, o lugar mais importante da casa. O centro da vida familiar. Na sala de jantar de outros tempos nos olhávamos de frente, uns para os outros. Depois veio a televisão. A família passou a ficar no sofá, ombro a ombro, com a tela na frente. Depois de olhos nos olhos, orelha a orelha. Passamos a nos falar de lado. Sem mais dar importância ao brilho no rosto das pessoas queridas. Mas, na televisão, a gente ao menos está (quase) sempre acompanhado. Computador, ainda pior, é hábito de quem não gosta de olhar de frente. De quem não gosta de gente. Quantos de nós passamos noites inteiras na companhia dessas máquinas que só respondem o que lhes perguntamos? Sem mais tempo para encontrar os amigos. Para jogar dominó em fins de tarde. Estamos começando a viver o mundo terrível do futuro. A democracia da solidão. A conclusão dessa pequena fábula aqui contada, que nem fábula é, será só a de que essa internet de hoje vai mudar. Como também o homem que a digita. Mudarão os dois, pois. Para melhor? Não sei. Ninguém sabe.

domingo, 29 de novembro de 2009

Seis motivos para o Hexa

Faltando apenas uma rodada para terminar o Campeonato Brasileiro, a torcida do Flamengo tem pelo menos seis grandes motivos para acreditar do sexto título.

Justiça a parte, o Flamengo está com a mão na taça do BR09. Após vencer o Corinthians em um jogo com uma arbitragem polêmica, o mengão precisa vencer o Grêmio no Maracanã para ser campeão. Com o tropeço do São Paulo, o clube carioca pode conquistar o título no último jogo mais fácil entre as conquistas anteriores. Confira os seis motivos para acreditar no hexa.

Maracanã lotado

O Flamengo sempre foi muito forte no maior estádio do Brasil. O clube conquistou em 2009 o tricampeonato consecutivo contra o Botafogo no estádio, se tornando o maior campeão do estado, superando o Fluminense. O time já levantou vários títulos no Estádio Mario Filho, inclusive o Brasileirão

Adriano

O imperador não jogou a última partida contra o Corinthians por ter sofrido uma queimadura no pé, mas deve ser presença certa no jogo final. Junto com Petkovic, Adriano tem decidido nas últimas partidas e como ainda briga pela artilharia da competição, vai querer deixar a marca.

Torcida

Uma das maires do mundo, a torcida do Flamengo está carente do título brasileiro. Cansada de ganhar apenas o estadual, a torcida abraçou o time e foi fundamental na campanha da equipe. O Flamengo é o time com a maior média de público da competição e também com a maior arrecadação (Dados referentes até a rodada 36). Com promessa de Maracanã lotado, a torcida deve mais uma vez fazer a parte dela.

Bruno

Se na frente Adriano e Petkovic têm garantido os gols, o grande responsável pela defesa rubro-negra é o goleiro Bruno. Além de defesas sensacionais, o goleiro se destacou por defender muitos penaltis durante o Campeonato. Ídolo da torcida, Bruno tem a confiança e crédito com a nação.

Jogo contra o Grêmio

A rivalidade com o tricolor gaúcho é antiga. Os clubes já decidiram Campeonato Brasileiro. Em 1982, o Flamengo conquistou o segundo título nacional contra o time do Rio Grande do Sul. Mas a rivalidade para o Grêmio na última rodada será outra. O rival Internacional ainda briga pelo título e depende de pelo menos um empate do tricolor contra o Flamengo. No último jogo do Grêmio, parte da torcida do tricolor gritou para o time deixar o Flamengo ganhar para evitar o título do Inter. Outro bom motivo para acreditar na vitória é que o Grêmio tem o pior aproveitamento como visitante no BR09. O time gaúcho deve escalar um time misto para o jogo. Motivos de sobra para a torcida do mengão acreditar.

Nunca foi vice

Quando chega ganha. Esse é o Flamengo no Brasileirão. O time carioca nunca foi vice-campeão e chegou apenas uma vez em terceiro lugar no campeonato de 2007. Parece que a tradição será mantida.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Para conquistar a América

Antes do fim da temporada, diretoria do Corinthians já tem quase tudo pronto para o ano do centenário

2009 já acabou. Pelo menos para o Corinthians sim. E para quem pensa que não, 2010 já começou para o timão. Antes mesmo de acabar o BR09, a equipe de Mano Menezes já contratou quase toda a equipe do centenário. Iarley, Tcheco, Ralf e Roberto Carlos já estão arrumando as malas para o Parque São Jorge.

Mano Menezes garantiu em uma entrevista que terá o time completo antes do início da pré-temporada. Assim como aconteceu neste ano, isso deixa o Corinthians um passo a frente dos rivais. A chegada de mais um zagueiro e um meia encerrariam as contratações da equipe. Os nomes da diretoria são o astro argentino Riquelme e o zagueiro Alex Silva, ex-São Paulo e seleção brasileira.

Como essas contratações são complicadas, o Corinthians já teria um plano B. O meia Leandro Domingues do Vitória e o zagueiro Leandro Castan do Barueri podem chegar.

O que quero dizer com tudo isso? O Corinthians tem um planejamento já defido e os nomes na mesa. Esse seria o segredo do sucesso para o timão repetir o primeiro semestre de 2009 e conquistar a Libertadores no ano do Centenário.

Além disso, o planejamento de marketing da equipe vai crescendo cada vez mais. Assim como ocorre na Europa, o time antecipou a venda dos três jogos que mandará em casa pela Libertadores e terá uma renda extra para começar a temporada. O time já vendeu mais da metade dos ingressos para os sócios-torcedores.

Uma renovação recorde com a Nike e os patrocinadores conquistados com a ajuda de Ronaldo, levaram o Corinthians a um patamar financeiro acima do nível brasileiro, comparado apenas com o já consagrado São Paulo. Ronaldo promete mais e a Fiel pode esperar novidades em breve.

CT e Estádio

O CT do Parque Ecológico que tem previsão para ser entregue completamente em Setembro de 2010, quando o clube completa 100 anos, será de primeiro mundo. Além de ser feito com padrões ecológicos, será um dos melhores do mundo e poderá ser utilizado por um dos países na Copa de 2014.

Outra grande novidade é em relação ao estádio. O presidente Andrez Sanches e o diretor de marketing, Paulo Rosemberg não querem que o Corinthians passe o centenário sem uma decisão sobre o estádio do clube. Os diretores deram um ultimato a prefeitura de São Paulo quanto a concessão do Pacaembu. O prazo é até o fim de 2009. Se nada for definido, o presidente do timão já tem uma boa proposta em mãos. O grupo Advento, uma empresa empreendedora, entregou uma proposta de estádio em que o clube não arcaria com nenhum custo para levantar o estádio em Itaquera. O problema é que o Corinthians receberia uma parcela menor quanto a receita gerada pela venda de camarotes e cadeiras cativas. Com o Pacaembu, o Corinthians teria toda a receita.

A decisão porém esbarra na decisão da prefeitura liberar a concessão do estádio municipal. O que se fala é que a proposta da construção do estádio é viável e que poderia ser aceita para abafar uma provável perda da Libertadores.

Caso vença a competição continental, os torcedores fieis poderiam se gabar de ter as conquistas mais desejadas no ano mais especial da história do clube. Sonho? Sim, mas plenamente possível.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Missão Honduras

O editor e fotógrafo, Wilson Pedrosa conta como foi a viagem dele a Honduras

Na terça-feira (3) de agosto, o editor e fotógrafo, Wilson Pedrosa, esteve no IESB para contar como foi a viagem a Honduras e os detalhes da convivência com jornalistas, pessoas de outros países e com o presidente deposto do país, Manuel Zelaya.

Hoje no jornal “Estadão”, Pedrosa disse que estava na Colômbia quando foi chamado pelo jornal para ir para Honduras. “Procura a embaixada de Honduras e consegue um visto para ir para lá. O presidente Zelaya entrou na embaixada brasileira. Esquece o que você está fazendo na Colômbia que queremos você lá”, disse o fotógrafo, explicando como foi chamado para ir para Honduras.

Com o aeroporto de Honduras fechado, as alternativas para entrar no país eram por Nicarágua ou El Salvador. Optando por El Salvador, Pedrosa e a equipe selecionada pelo Estadão embarcaram para o país. O primeiro problema enfrentado pela sucursal foi o cancelamento dos veículos que levariam a equipe de carro a Honduras. Motivo: era muito perigoso atravessar a fronteira, pois o país vizinho já estava em estado de sitio.

Graças a um contato com uma das pessoas que ajudaram na viagem, a equipe conseguiu um acordo por 300 dólares para algumas pessoas os deixarem em Honduras. Primeiro, um carro os levou até a fronteira. Eles atravessaram o caminho a pé, pois o carro de El Salvador não poderia atravessar e pegaram outro carro já dentro de Honduras.

No caminho, eles encontraram com alguns personagens, camioneiros, uma mãe com filhos e outros querendo chegar a Honduras. Pedrosa foi apresentando diversas fotografias tiradas durante o caminho até Tegucigalpa, capital de Honduras.

Nas ruas da capital, diversas manifestações contra e a favor de Zelaya. Duas embaixadas eram fortemente vigiadas pela polícia, a do Brasil e a americana. Para entrar em contato com seus veículos de comunicação, muitos jornalistas utilizavam a estrutura de uma franquia de uma lanchonete americana que ficava próxima a embaixada brasileira. O serviço de wi-fi da lanchonete a transformou quase numa sala de imprensa.

Na embaixada, Pedrosa fez a maioria da reportagem, já que o repórter que estava junto com ele saiu dois dias depois. Quem saia da embaixada não conseguia voltar depois.

Histórias curiosas como o metal que o Zelaya colocou na janela do escritório para evitar radiações que viessem de fora, o porta-chapéus do Zelaya (um rapaz que carregava um chapéu para o presidente onde quer que ele fosse), o chapéu em cima da TV nos jogos da seleção de Honduras, tudo isso e outras histórias em belíssimas fotos documentadas por Pedrosa.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

“A Record não escolhe candidato”, diz Azenha

Em Palestra no IESB, Luis Carlos Azenha fala sobre a blogosfera e os motivos pelo qual saiu da Globo

Na semana entre 26 e 30 de outubro, a Escola Livre de Jornalismo e o IESB (Instituto de Ensino Superior de Brasília), realizaram um ciclo de palestra na faculdade sobre o grande crescimento dos blogs e a importância deles para a mídia. Entre os palestrantes, jornalistas conceituados e com blogs com milhares de acessos diários como Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Luiz Carlos Azenha, Rodrigo Viana e Marco Weissheimer.

Na palestra de Luiz Carlos Azenha, na terça-feira (27), o jornalista contou sua trajetória e os motivos que o levou a criar o blog. Durante a passagem pela Rede Globo entre 2001 e 2006, Azenha trabalhava como correspondente internacional em Nova York. Ele tinha 40 segundos na emissora para transmitir sobre economia e política na emissora. Com tempo disponível, Azenha decidiu criar um blog próprio.

Mas o blog de Azenha não teve sucesso logo de início. Durante as eleições de 2006, Azenha percebeu que diversas matérias transmitidas pela Globo eram contra o governo atual e a favor da oposição. Ao ficar sabendo que a Globo não pretendia transmitir uma gravação sobre o “Escândalo das Ambulâncias” que prejudicaria o candidato ao governo de São Paulo, José Serra (PSDB), o blogueiro recebeu a gravação e publicou no blog. Aquilo foi uma febre e os jornais que eram contra ou fingiam não saber do escândalo, publicaram a notícia.

Os interesses da mídia ficaram mais claros e muitos jornalistas criaram blogs para debater e esclarecer esses fatos na rede.

Azenha disse que os blogs estão tendo cada vez mais usuários acessando e que o blog dele já recebe mais visitas que portais de grandes revistas. Apesar disso, ainda não é possível ganhar dinheiro para viver apenas do blog. “O que eu recebo de propaganda no blog, apenas me permite pagar mais dois colegas que trabalham comigo”, falou o jornalista.

O blogueiro, porém, acredita que em um médio prazo, veremos muitos jornalistas vivendo apenas dos blogs. “Com o crescimento da audiência da blogosfera, os principais meios de comunicação perderão um pouco de influência e veremos grandes jornalistas trabalhando apenas para os blogs” ressaltou Azenha.

Sobre a escolha de mudar para a Rede Record, ele disse que foi pela liberdade. “A Record me deixa escolher pauta e escrever meu texto, além de não escolher candidato”, concluiu o palestrante.