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terça-feira, 14 de setembro de 2010

O verdadeiro mito

Há um certo tempo venho recebendo convites de amizades de pessoas que eu não conheço no orkut. Em um primeiro momento, notei que a maioria eram corinthianos. Como não costumo aceitar convites de desconhecidos, recusei a maioria deles pelo perigo que as redes sociais podem causar.

Em alguns dos convites que recebi, vi pessoas me elogiando e me enaltecendo, mas não sabia o motivo. Foi quando eu entrei em um link enviado por um dos dos usuários do orkut da Comunidade CORINTHIANS, e vi um post criado por mim em 30 de setembro de 2006.

Com o título "Copa 2014 = Fielzão", comecei a reler o tópico que escrevi (muito mal escrito por sinal), até pela coincidência do estádio corinthiano ter sido anunciado recentemente como a provável sede de São Paulo da próxima Copa do Mundo.

Na época, o Brasil ainda não tinha sido eleito o país sede de 2014, a MSI estava em crise com o Corinthians e Alberto Dualib continuava com sua ditadura no clube. Eu dizia no texto que o Corinthians tinha uma grande oportunidade de construir um estádio caso o Brasil fosse sede em 2014, mas antes era necessário que o Dualib saísse da presidência, o estatuto fosse alterado, e o time construísse um centro de treinamento (CT).

Por incrível que pareça, tudo isso aconteceu. Um membro da comunidade que lembrava das minhas palavras em 2006, colocou o tópico novamente entre os primeiros a serem lidos. A partir daí começou a história do mito, e fui entender porque tantos corinthianos me adicionavam no orkut.

Uma lenda, Marty Mcfly, visionário, vidente, várias pessoas começaram a reponder o tópico me chamando de profeta por ter acertado esses fatos. Muitos começaram a dizer que eu vinha do futuro e pediam o número da mega sena. Outros postaram imagens minhas como o protagonista dos filmes "De Volta Para o Futuro" e de "O Exterminador do Futuro".

Quero deixar claro que não vim do futuro, mas que a viagem no tempo é possível. Mas isso fica para um outro post.

Queria apenas exclarecer porque disse isso na época. Não era uma coisa tão complicada de se prever, afinal, o Corinthians era grande e pequeno ao mesmo tempo. Um time que tinha um grande potêncial, a maior torcida do Estado mais rico do país, e contava com jogadores como Carlitos Tevez, Mascherano, e outros "galáticos", não podia treinar em condições precárias e não ter um estádio.

O que precisava mudar? Tirar o ditador e mudar o estatuto. O que aconteceria depois disso? O time que já era grande ia ficar gigante. CT, estádio, grandes jogadores (Ronaldo e Roberto Carlos), o Corinthians ia despertar e ninguém iria segurar.

Estamos hoje no meio de todo esse processo que teve início graças a um verdadeiro mito. Mas este mito não sou eu. Ele se chama Andrés Navarro Sánchez, e para mim está sendo o melhor presidente da história do alvinegro paulista.

Foi ele que bateu de frente com o ditador, mudou o estatuto, construiu o CT e levantará o Fielzão. Se eu disse tudo isso em 2006, foi porque um tal de Andrés já cantava a pedra na época. Mas o mito ainda está lá . Ele é uma lenda viva, e o melhor de tudo, ainda é o presidente.

PS: Acho que o estádio com o nome de Leandrão não ficaria legal.

Veja o tópico no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=2513646&tid=2490248366376495028&na=2&nst=189

Leandro Aislan no Twitter: @leandroaislan

Membro do orkut diz que viajei no tempo

sábado, 30 de janeiro de 2010

Parece que foi ontem, parece que chovia


O dia era quatro de dezembro, o ano 2005, 6h da manhã. A ansiedade de estar em um jogo que podia valer mais um título para o timão era grande. Apesar de ser brasiliense, tive o privilégio de estar na final da Copa do Brasil de 2002 no Serejão contra o Brasiliense. Ali foi um verdadeiro batizado. Minha camisa preta do Corinthians tem as marcas de queimado das faíscas dos sinalizadores até hoje.

Depois de sair de casa, passei na casa do meu amigo Thiago, fiel corinthiano que está quase sempre presente comigo nos jogos do timão. O destino era Taguatinga. Dalí sairia cerca de dez ônibus cheios de fanáticos pelo time do povo. O jogo começaria às 16h, parecia estranho sair tão cedo (9h) de Brasília para uma viagem de menos de 3h. Mas com o Corinthians é tudo mais difícil. Devido a fiscalização, pessoas sem RG, menores de idade e outros problemas, a viagem para Goiânia, parecia que era para o Rio, vamos invadir o Maracanã novamente?

Muita batucada e festa durante toda a viagem. O ônibus respirava e cantava Corinthians. A chegada ao local do jogo foi tumultuada. Faltando apenas dez minutos para o início do jogo, o bus estacionou ao lado do estádio. Ingressos devidamente na mão, hora de enfrentar mais 15 minutos de fila. Lá atrás na fila, escuta-se uma voz, em meio aos gritos de CORINTHIANS, CORINTHIANS:

- Vamos rapaziada, o jogo vai começar. É Corinthians mêu!

Ao passar pelas catracas com o Thiago, hora de achar um lugar para ver o jogo:

- Bora Thiago.

- Não começou ainda, o gramado está cheio de gente.

Com as arquibancadas completamente lotadas, os fiéis torcedores se apertavam para arrumar um espaço para ver o jogo. Vendo rapidamente, parecia que as torcidas estavam divididas meio a meio, mas dava para perceber que a torcida do timão se espremia na sua parte do estádio, enquanto do lado verde do Goiás havia alguns espaços vazios.

Com atraso do início do jogo, vem uma notícia de um torcedor ao lado:

- Gol do Coritiba!

Festa geral no estádio. O Internacional precisava de uma goleada contra o Coritiba para tirar o título do Corinthians. O gol relâmpago antes do jogo do timão começar foi um alívio. Ali percebi que era só esperar os 90 minutos.

O que aconteceu todos sabem. Os “galácticos” comandados por Carlitos Tevez deram um show e apesar de não vencer, o timão fez a alegria do povão.

- Corinthians minha vida, Corinthians minha história, Corinthians meu amor.

Era o que gritavam os mais de 20 mil fiéis no Serra Dourada.

Novo Bandeirão

Pela última vez na história, os Gaviões da Fiel levantaram o seu lendário bandeirão que era na época o maior do mundo. Visivelmente desgastada, a bandeira estava cheia de remendos. Nada melhor que um título brasileiro como despedida. Tocá-la pela última vez foi um sonho.

Mas a história do bandeirão histórico não acabou ali. O adereço foi cortado em vários pedaços e vendido para vários torcedores como lembrança. O dinheiro arrecado foi destinado para criação de uma nova bandeira. Esta com 15 mil metros quadrados (250m x 60m), mostra por meio dos escudos corinthianos e também dos Gaviões, a história centenária do Poderoso Timão.

Por que estou escrevendo isto? O novo (bandeirão 5) será inaugurado domingo contra o Palmeiras no Pacaembu. Eu serei mais um louco do bando que estará subindo pela primeira vez a maior de todas as bandeiras do mundo.

É a história do Corinthians e de seu povo que nos faz ser diferentes dos outros...

... Teu passado é uma bandeira, teu presente é uma lição.

Gaviões da Fiel levanta metade do novo Bandeirão 5